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Vereador Jerônimo leu matérias de jornal
com condenações contra Paulo Marinho
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A sessão da Câmara Municipal de Caxias desta segunda-feira, 20, literalmente, pegou fogo. O responsável pelo ‘incêndio’ no parlamento caxiense foi o vereador Jerônimo Ferreira.
Fazendo um discurso forte contra o ex-deputado e ex-prefeito Paulo Marinho, o ‘incendiário’ Jerônimo carregou nos adjetivos nada elogiosos ao chefe do grupo opositor.
“Ladrão, ladrão, ladrão”, gritou Jerônimo várias vezes durante seu discurso que foi todo centrado nas condenações de Paulo Marinho na Justiça.
“Ele foi condenado pela venda ilegal das ações da Cemar e também da Petrobras”, dizia o parlamentar ultra governista lendo uma edição do Jornal Pequeno com reportagens sobre as condenações.
Sabendo que iria sofrer represálias dos meios de comunicação do ex-deputado, Jerônimo disse que estava tranquilo em relação a isso. “Sei que amanhã eu serei agredido pelas emissoras dele [Paulo Marinho], mas eu não ligo pra isso”, comentou Ferreira.
Em outra parte do discurso, o vereador discorreu sobre as insinuações levantadas em sessões anteriores pela vereadora Benvinda Almeida sobre um membro do legislativo caxiense que teria passado um cheque sem fundos em São Luís. “Fui eu”, afirmou Jerônimo que, num tom igualmente agressivo contra Benvinda, explicou-se dizendo que o ‘borrachudo’ era dele, mas não como pessoa física, e sim como pessoa jurídica. “O cheque é de uma entidade que eu represento, mas não foi pago integralmente porque o proprietário da empresa se recusa a emitir nota fiscal do serviço e por isso eu não pago, pois ele é um sonegador de impostos”, disse o vereador num surto de honestidade na tribuna da Câmara que deve ter feito inveja ao escritor e ex-senador Rui Barbosa, um dos mais honrados e honestos parlamentares que o Brasil já teve.
Como tem sido uma característica do vereador governista, ele não concedeu apartes à colega Benvinda Almeida que, mesmo assim, tentou, em vão, se defender dos ataques de Jerônimo.
Um intenso bate-boca entre os dois foi travado sem que Benvinda conseguisse autorização para falar, no que deixou o debate com apenas uma versão dos fatos.
Luzes no imbróglio
O cheque sem fundos em questão, no valor de R$ 20 mil reais, foi emitido pela Federação das Apaes no Maranhão, cujo presidente é o vereador caxiense Jerônimo Ferreira para cobrir despesas de um encontro ocorrido em São Luís.
A empresa que recebeu o borrachudo é a Equipar Eventos, que trabalha com sonorização e telões em festas e eventos em geral e tem o empresário Fábio Silva, neto do comendador Alderico Silva, como proprietário.
Jerônimo Ferreira alegou no seu discurso na Câmara que já chegou a quitar uma boa parte do referido cheque, mas que só pagará o restante mediante apresentação de nota fiscal dos serviços, pois ele garante que não compactua com sonegador de impostos.
O passado
O vereador Jerônimo Ferreira tem se notabilizado nesse seu primeiro mandato como um ferrenho opositor da família Marinho.
Antes de ser detentor de um mandato, o hoje vereador governista também se notabilizava como sendo um aliado da família Marinho de primeira hora.
Não sei o que se passou na relação entre Jerônimo e o clã Marinho, mas, mesmo sendo políticos que não possuem mandato há um bom tempo, o crescente combate do parlamentar governista mostra-se inócuo, haja vista que não faz sentido combater um adversário que não oferece perigo, pois não possui mandato e nem tem prognóstico de ter, haja vista que as constantes condenações o impedem de voltar a vida pública num curto espaço de tempo.
FONTE: BLOG DO SABÁ

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