Mas nas cidades do interior do Maranhão professores da rede municipal não ganham nem R$ 1 mil. O flagrante desrespeito ao que determina a lei é feito nas barbas do Ministério Público e diante do olhar complacente dos senhores juízes de direito lotados em comarcas.
O Ministério Público da Educação no Maranhão dorme sono profundo e o professor padece. Não tem condições nem para comprar livros e se reciclar, aprofundar nos conhecimentos, acompanhar novos planejamentos.
Antes, em muitas cidades, os trabalhadores na Educação recebiam até o 14º salário. Em Bacabal, por exemplo, na gestão do então prefeito Zé Vieira, ganharam até o 15º, uma espécie de abono das sobras dos recursos do Fundeb.
Hoje, a ampla maioria paga só até 0 13º e não explica o que fez com a sobra dos recursos. Aliás, boa parte das nossas prefeituras não pagaram ainda nem o 13º, obrigatório.
Para que tenhamos ideia da desvalorização dos nossos mestres e de como a Educação não tem mais prioridade, a procura por cursos de pedagogia vem diminuindo drasticamente. Claro, com esse salário de miséria, é melhor vender banana na feira.
Um prefeito paga hoje no Maranhão até R$ 40 mil para um médico, mas não quer pagar o piso nacional ao professor, aqueles míseros R$ 1,6 mil. Lógico que o médico merece, cuida de nossas vidas, mas o professor é o responsável por nos encaminhar na vida.
E o reflexo de tudo isso a gente encontra a cada avaliação do Enem. Avacalharam a Educação no Brasil. Lamentável!
Fonte e Redação: Blog do Luis Cardoso
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