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| Francisco das Chagas fingiu ser professor para abusar das crianças |
A equipe de investigação e captura do 1º Distrito Policial localizou e prendeu um homem identificado como Francisco das Chagas dos Santos, de 30 anos. Os policiais chegaram até ele após algumas semanas de investigação. Francisco é um pedófilo. Alguns o chamam de Francisquinho.
Morador do Residencial Eugênio Coutinho, o tarado usou o mesmo artifício de outro meliante, autor do mesmo time de crime – o Tiririca: ensinar futebol para crianças. As vítimas de Francisco Das Chagas têm idades entre 8 e 12 anos.
A delegada Naiana, que está á frente da DAI (Delegacia do Adolescente Infrator), está no comando das investigações. Ela informou que Francisco não tem nenhum vínculo com a Prefeitura de Caxias. “O que a Secretaria de Esportes do município faz nesses casos é fornecer os equipamentos para as aulas (bolas, redes, etc).Detalhe: Francisco não tem curso de Educação Física. Mesmo assim, há quase 1 ano e meio dava aulas na Escola de Futebol Barcelona Clube, no mesmo bairro. Segundo a delegada, ele morava sozinho e possui familiares na Vila Arias, em Caxias.

O pedófilo usou a estratégia de ganhar a confiança tanto dos pais quanto das crianças. Pelas investigações nota-se que ele é inteligente, planejou tudo de modo a não levantar suspeitas.
Ao falar com os pais dizia que as aulas seriam gratuitas – não cobrava sequer a taxa de matrícula. Francisco sabe que o fator financeiro influi no cotidiano de uma família, e toda economia é bem vinda. Assim ganhava a simpatia dos pais.
Inicialmente as aulas eram ministradas apenas aos sábados no Ginásio Esportivo do Residencial. Depois as aulas passaram a ser diárias. O local usado era uma casa de projeto do Residencial. Lá existe uma área aberta que era usada como campinho.
O passo seguinte foi começar a buscar as crianças em casa – de bicicleta. Nesse processo de ter mais intimidade com os pais, ele chegava cedo às residências (6 da manhã) e aproveitava para participar do café. Nesses momentos os pais estavam presentes. Não há informações de que algum pai ou mãe tenha ido à Escola Barcelona acompanhar um treino dos filhos. Para todos os efeitos, Francisco era um professor dedicado, preocupado com o aprendizado das crianças e tão prestativo que ia buscá-las em casa. Como disse a delegada, ele praticava uma "falsa filantropia".
Francisco premeditou tudo. Depois de conquistar os pais dispensando pagamentos e transportando as crianças, ele ameaçava e chantageava as crianças para que ficassem em silêncio. Os abusos eram cometidos na casa dele, antes dos treinos. Ele fazia uma espécie de preparação para as vítimas: exibia filmes pornográficos dizendo para que elas repetissem com ele o que haviam assistido. Se não fizessem, seriam punidas e não treinariam. Intimidados, os pequenos eram submetidos aos caprichos dele e depois treinavam. As práticas consistiam em sexo anal (as crianças faziam nele) e oral (ele fazia nas crianças), numa espécie de troca.
Usando o esporte para mascarar seu desvio, segundo as investigações o pedófilo não abusava de qualquer criança. Ele observava qual delas tinha uma característica ou sinal que mostrasse uma tendência homossexual e fazia a abordagem. Depois de escolher a que lhe agradasse, fazia a abordagem. Nessa aproximação oferecia presentes (chegou a dar um aparelho de TV para um garoto).
Equipe de investigadores descobriu que, antes de começar a dar aulas de futebol, trabalhou em uma loja de informática em Caxias (venda de impressoras, computadores, etc). De lá ele roubou televisores (um deles foi justamente dado ao garoto citado anteriormente). O delito foi descoberto e feito um procedimento contra Francisco. Isso reforça a ideia de ele já estava planejando se passar por professor de escolinha de futebol.
Sem autorização ou curso ara dar aulas de esporte, sem fonte de renda, ele continuava assediando e abusando das crianças. Fazia as refeições na casa delas. Ele também explorava algumas. Em uma ocasião obrigou um dos meninos a capinar o quintal de sua casa.
A descoberta dos abusos, o pontapé que proporcionou descobrir a ações do pedófilo deu-se quase por coincidência. Francisco combinou a mãe de um dos garotos que, se ela preparasse as refeições, ele pagaria. Ela concordou. Dois meses se passaram e ela não recebeu nenhum dinheiro.
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| Local de funcionamento da escolinha, no Residencial Eugênio Coutinho |
Certo dia seu garoto reclama de dores no pênis. Ela o examina e nota que o órgão do menino estava inchado. Ela lhe pergunta o que havia acontecido e ele se recusa a responder (provavelmente por causa das ameaças de Francisco). Ela continua perguntando até que o filho revela que o professor havia feito aquilo, ou seja, praticado sexo oral na criança. Foi para esse garoto – o 1º depoente do caso – que o pedófilo deu a televisão roubada na loja de informática.
No 1º DP, inicialmente a mãe foi prestar queixa sobre o calote. Quem deu as informações à delegada Naiana foi a própria criança vitimada. “Ela falou de modo claro, espontâneo, sem titubear, deu detalhes da forma de agir do tarado” disse a delegada. De posse desse relato os policiais prenderam Francisco.
A equipe de policiais também descobriu outro ponto da estratégia de Francisco: ao praticar sexo oral nos meninos ele buscou eliminar a possibilidade de realização do exame de conjunção carnal. Sem isso não haveria provas contra ele e tudo o que fez não receberia punição. Ele ficou preso no 1º DP e em seguida foi conduzido para a CCPJ (Central de Custódia dos Presos de Justiça).
As investigações prosseguem, e a polícia espera depoimentos de mais vítimas.
Fonte: Diário de Caxias


1 Comentários
Coisa bizarra! Parece coisa de televisão, pena que é vida real.
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