O manifesto pacífico que lembra as quase 200 mortes de bebês na Maternidade Carmosina Coutinho somente em 2014 voltou a se repetir nesta segunda-feira (11). O primeiro ato havia ocorrido na última sexta-feira na Praça da Matriz.
Nesta noite as dezenas de cruzes fincadas em latas de leite vazias e simbolizando os bebês mortos, foram colocadas em frente à Câmara de Vereadores. Os ativistas também acenderam velas.
De acordo com os organizadores o objetivo é não deixar o assunto cair no esquecimento e provocar nas autoridades judiciais uma resposta para a sociedade e a punição dos responsáveis.
Destaque negativo
Em 2014, foram 191 mortes neonatais e fetais, em média 35 mortes a cada mil nascimentos, quase o triplo da média nacional que é 14 mortes a cada mil nascimentos. Caxias está no topo nacional, é cidade onde morre mais feto e recém-nascidos em todo o país. Ainda tem casos daqueles que nasceram prematuras e ficaram cegas.
Por conta da mortes dos bebês, a Maternidade Carmosina Coutinho ficou conhecida nacionalmente como "Maternidade da Morte".
Na mira do Ministério Público
Em dezembro do ano passado, o Promotor Williams Silva Paiva, titular da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Caxias instaurou um Inquérito Civil Público, através da Portaria nº 009/2014, com base nas denúncias de mães para apurar falecimento de seus filhos na Maternidade Carmosina Coutinho. O caso ainda se encontra na Justiça de Caxias.
Fonte: Direto da redação do NOCA/Mano Santos
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