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| FOTO DE ARQUIVO DO TRABALHO DE PERÍCIA |
Familiares de vítimas de mortes violentas em Caxias, como acidentes e homicídios, estão enfrentando mais uma grande burocracia na hora do sofrimento, além da dor da perda de entes queridos, ainda precisa viajar até o vizinho município de Timon, para onde os corpos são levados desde o início do mês passado quando foram desativados em Caxias os serviços do IML.
A decisão de desativar o IML partiu da Superintendência de Delegacia Civil do Interior e a justificativa, seria de que o município de Caxias na prática, nunca contou com este tipo de serviço, que em todo o Estado só é disponível nas cidades de São Luís, Imperatriz e Timon.
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| Foto de Arquivo |
Apesar disso, antes dessa determinação, o serviço do Icrim/IML já era feito em Caxias e atendia também cidades circunvizinhas, com uma equipe reduzida e sem transporte. O rabecão, por exemplo, para o traslado das vitimas só chegou a Caxias no final do ano passado e agora foi levado para Timon.
Parentes de vítimas, que prefere não se identificarem, dizem que tem sido difícil cumprir todas as exigências do Instituto Médico Legal em Timon, pois, após a realização da perícia, são as famílias que se vêem obrigadas a providenciar novamente o traslado dos corpos para Caxias.
Quando o IML é acionado em Timon, distante 64 Km, o atendimento às vitimas em Caxias chega a durar horas, com os corpos estirados nos locais dos crimes ou acidentes.
E não são apenas as vitimas de acidentes ou homicídios que são atendidas pelo IML, exame de conjunção carnal, agressões tipificadas na Lei Maria da Penha e reconhecimento de corpos, depende agora dos médicos legistas de Timon.
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| foto de arquivo |
No último dia 18 de abril, por exemplo, um ciclista morreu atropelado na BR 316, na altura do povoado Riachão. A equipe do IML de Timon só chegou ao local do acidente duas horas depois de acionado e recolheu o corpo que até aquele momento não tinha identificação.
Familiares da vítima fizeram uma peregrinação por delegacias e hospital de Caxias e somente 10 dias após o ocorrido, foram informados de que o corpo do ciclista estava em Timon. Ele foi identificado por Osvaldo Borges de Sousa, 28 anos.
A desativação do IML em Caxias foi questionada pela primeira vez por uma autoridade na sessão da Câmara Municipal do dia 13 de abril, quando o vereador Catulé se posicionou contrário a essa decisão. "Estamos há quatro meses sem perícia e todos sabem que a Polícia trabalha com perícia para elucidar os crimes, o que só favorece os bandidos, que recebem isso como um prêmio", disse.
Em sessão seguinte, a vereadora Taís Coutinho que faz parte da base governista no parlamento, assegurou que numa conversa com o tio, então presidente da Assembléia Legislativa, Humberto Coutinho, a situação seria soluciona, mas, até o momento, tudo continua como antes, sem nenhum desfecho.
Fonte: Direto da redação do NOCA/Mano Santos



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