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| Os deputados Dulce Miranda (PMDB-TO) e Carlos Gaguim (PODE-TO) são alvo de operação da PF (Foto: Montagem com fotos de Lucio Bernardo Junior/Câmara dos Deputados e Luis Macedo/Câmara dos Deputados). |
A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (13), em Brasília, operação que tem como alvo os deputados Carlos Henrique Gaguim (PODE-TO) e Dulce Miranda (PMDB-TO), mulher do governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB-TO).
Mandados judiciais de busca e apreensão foram cumpridos nos gabinetes dos deputados na Câmara, nos apartamentos funcionais deles em Brasília e também em suas residências no Tocantins.
Os policiais federais chegaram à Câmara por volta das 7h30, e os andares onde ficam os gabinetes de Dulce e Gaguim foram interditados pela Polícia Legislativa. Somente depois das 9h, servidores da Casa que trabalham no mesmo pavimento foram liberados a ingressar nos gabinetes.
A PF deixou a Câmara em torno das 10h15, após quase três horas de diligências nos gabinetes dos dois deputados federais.
De acordo com a PF, estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e 8 de intimações. As diligências foram solicitadas pela Procuradoria Geral da República (PGR) e autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota divulgada por sua assessoria, Carlos Gaguim disse que repúdia "qualquer manifestação caluniosa e sem provas" contra ele por meio de acordo de delação (leia ao final desta reportagem a íntegra do comunicado divulgado pelo deputado do Podemos).
A assessoria de Dulce Miranda informou à TV Globo que, por enquanto, a parlamentar do PMDB não vai se manifestar.
Segundo a assessoria da Polícia Federal, a ação desta quarta faz parte da 6ª fase da Operação Ápia, que investiga um esquema de corrupção que teria desviado recursos públicos direcionados a obras de terraplanagem e pavimentação asfáltica no Tocantins. Os contratos sob suspeita ultrapassaram R$ 850 milhões.
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| Policiais deixam gabinete do deputado Carlos Gaguim na Câmara (Foto: Bernardo Caram, G1). |
Nesta fase da operação, policiais federais e procuradores da República investigam suspeitas de crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por parte de integrantes do núcleo político da suposta organização criminosa integrada por Carlos Gaguim e Dulce Miranda.
Os investigadores apontam que ocorreram os crimes de corrupção e lavagem em supostos pagamentos de propinas realizados pela Construtora Rio Tocantins (CRT) aos políticos.
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| Policiais legislativos bloquearam o corredor que dá acesso ao gabinete da deputada Dulce Miranda na Câmara (Foto: Bernardo Caram/G1). |
Veja matéria completa neste link abaixo:
G1

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