Prisão preventiva foi cumprida durante operação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente
A Polícia Civil do Maranhão cumpriu, nessa quarta-feira (11), mandado de prisão preventiva contra o advogado Edmundo Luz, investigado por crimes relacionados a abuso sexual e produção de material ilegal envolvendo menores de idade. A operação foi realizada em uma residência localizada no bairro Cidade Olímpica, em São Luís.
Além da prisão, as equipes também executaram mandado de busca e apreensão autorizado pelo Poder Judiciário. O caso é conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, responsável pela apuração de denúncias ligadas ao armazenamento e à produção de conteúdo de natureza criminosa envolvendo vítimas menores.
Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos na investigação apontam que o investigado não apenas mantinha arquivos obtidos de outras fontes, mas também produzia registros próprios em que aparecia ao lado das vítimas em situações classificadas como criminosas. A partir desses indícios, a delegacia especializada solicitou a prisão preventiva, posteriormente autorizada pela Justiça.
A operação contou com apoio de equipes da Seccional Oeste, do Grupo de Resposta Tática da Superintendência Estadual de Investigações Criminais e do Centro de Inteligência da Polícia Civil. Após os procedimentos iniciais, o advogado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
O caso ganhou repercussão após denúncias feitas publicamente pela assistente jurídica Victoria Rochel Silva, filha do investigado. Em publicações nas redes sociais, ela relatou que os abusos teriam ocorrido ao longo de aproximadamente um ano e meio e afirmou possuir registros em vídeo, áudio e mensagens que sustentariam as acusações.
Segundo os relatos apresentados por Victoria, houve tentativa de formalização de acordo de confidencialidade mediante promessa de compensação financeira destinada a tratamentos médicos e psiquiátricos. Ela também afirmou ter sofrido pressões para eliminar provas antes de decidir tornar o caso público.
As investigações prosseguem para apurar a extensão dos fatos e verificar a existência de outras possíveis vítimas.
Fonte: Jornal Pequeno

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