Corpo de idoso desaparece de túmulo e ossada é encontrada em cemitério de São José de Ribamar

Restos mortais achados em saco plástico passaram por perícia; sepultura em São José de Ribamar sofreu sucessivas violações antes do desaparecimento..
Restos mortais achados em saco plástico passaram por perícia; sepultura em São José de Ribamar sofreu sucessivas violações antes do desaparecimento.. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR – Uma ossada humana foi encontrada dentro de um saco plástico em frente ao túmulo de Sebastião da Conceição, de 86 anos, no Cemitério da Matinha, em São José de Ribamar. O idoso havia sido sepultado no local, mas os restos mortais desapareceram da sepultura meses atrás. Agora, o material recolhido pela perícia pode ajudar a esclarecer o crime.

Histórico de violações e desabafo da família

Seu Sebastião faleceu em outubro do ano passado devido a complicações de saúde, após passar 15 anos acamado. Em fevereiro a administração do cemitério registrou o primeiro boletim de ocorrência por vandalismo. Na ocasião, o túmulo foi encontrado aberto, mas o corpo continuava no local. Um mês depois, a sepultura foi violada novamente e o caixão foi flagrado completamente vazio. Câmeras de segurança da região registraram movimentações suspeitas na madrugada do sumiço.

Sem entender a motivação, a filha do idoso, Silvana Lisboa da Conceição, relata o sentimento de impotência diante do que ela define como um crime incompreensível. Segundo ela, o pai era um homem tranquilo e a família não tem desavenças ou desafetos que expliquem o ato. Silvana afirma que a situação se assemelha a um rapto, deixando parentes e amigos indignados e em busca de uma resposta plausível.

Perícia e os desafios na segurança do local

O material encontrado recentemente foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para análise detalhada. O delegado responsável pelo caso, Jader Alves, explicou que os próximos passos dependem diretamente do laudo pericial. Assim que houver a confirmação técnica de que as ossadas pertencem a um ser humano, a linha de investigação vai focar em determinar se são mesmo os restos mortais de Seu Sebastião para dar andamento aos questionamentos legais.

A falta de estrutura do Cemitério da Matinha também entrou no foco das discussões após o crime. O advogado Eduardo Cruz esclareceu que, embora o local exiba a pintura de cemitério municipal, ele funciona de forma comunitária e historicamente privada. O espaço depende da taxa de manutenção paga pelas próprias famílias dos sepultados. Como a inadimplência no local ultrapassa 80%, segundo o advogado, a arrecadação mal cobre os custos básicos com coveiros, limpeza e energia elétrica, tornando impossível o investimento em um sistema moderno de câmeras de monitoramento privado.

Posicionamento das autoridades

Diante das cobranças dos familiares, a Prefeitura de São José de Ribamar se pronunciou. Por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária, o município informou que uma equipe técnica será enviada ao cemitério para avaliar possíveis riscos sanitários decorrentes da exposição dos restos mortais.

Sobre a segurança física do patrimônio, a prefeitura afirma que vai intensificar as rondas de vigilância que, segundo ela, já acontecem periodicamente na área. O órgão público ressaltou ainda que já foram adotadas as medidas cabíveis junto às autoridades policiais para identificar e responsabilizar os envolvidos nos atos de vandalismo e profanação no local.




Fonte: Imirante 

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