Welberth Ferreira, professor de física, contou que criminosos levaram sua aliança e a chave do carro; ele registrou boletim de ocorrência após receber ajuda.
SÃO LUÍS – O professor de Física da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Welberth Santos Ferreira, usou as redes sociais para relatar um assalto sofrido na manhã desta sexta-feira (19), enquanto realizava um treino de corrida na Avenida Litorânea, em São Luís.
Em um vídeo publicado após o assalto, ele contou que foi abordado por criminosos armados, agredido durante a ação e precisou de ajuda para conseguir voltar para casa.
Segundo a vítima, o crime aconteceu em uma área com pouca iluminação. Os assaltantes teriam surgido repentinamente em motocicletas e anunciado o assalto enquanto ele corria. Welberth afirmou que não carregava celular durante o treino, mas que os criminosos encontraram a chave de seu carro e sua aliança.
Cinco criminosos participaram de assalto contra professor
Em entrevista ao Imirante, o professor detalhou que o grupo era formado por cinco suspeitos distribuídos em três motocicletas. De acordo com ele, os assaltantes estavam armados e fizeram uma revista enquanto apontavam as armas em sua direção.
“Pediram meu celular, mas eu estava sem ele. Me revistaram apontando as armas. Quando levantei as mãos, pegaram a chave do meu carro e minha aliança”, relatou. Ainda segundo Welberth, a dificuldade para retirar a aliança provocou uma reação violenta dos criminosos.
Agressão deixou professor atordoado
O professor contou que recebeu um soco no rosto durante o assalto e caiu no chão. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele disse ter sentido fortes dores no olho após a agressão. “Como a aliança estava apertada, levei um soco tão forte que fui ao chão”, afirmou.
Poucos segundos depois, já atordoado, viu os criminosos fugirem. Apesar do susto, Welberth contou que rapidamente recebeu apoio de um outro corredor que passava pelo local no momento do assalto.
Nas redes sociais, o professor fez questão de agradecer publicamente ao homem, identificado apenas como Anderson. Segundo ele, o atleta o ajudou a buscar a chave reserva do veículo e permaneceu ao seu lado nos momentos depois do assalto. “Eu queria agradecer do fundo do coração ao Anderson, que eu nem conhecia. Ele me prestou todo socorro e me levou para buscar a chave reserva do carro”, disse.
Professor registrou crime na polícia
Durante esse período, uma viatura policial chegou a realizar buscas pelos suspeitos, mas eles não foram localizados. Welberth informou que policiais que estavam na região orientaram o registro da ocorrência e permaneceram monitorando seu veículo enquanto ele providenciava os procedimentos necessários.
O professor afirmou que registrou boletim de ocorrência e segue abalado com a situação. Corredor e participante frequente de competições, ele relatou que o episódio gerou insegurança e muitas dúvidas sobre o futuro no esporte.
“Sinceramente, não sei como vou fazer daqui para frente. Foi um ano tentando recuperar meu ritmo, voltando a competir e conquistando resultados. Agora preciso processar tudo o que aconteceu”, confessou.
O Imirante solicitou posicionamento da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) sobre o caso.
Fonte: Imirante

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